sábado, 13 de junho de 2009

Trevo de Sabará - fotos





Trevo de Sabará


Estrada de Sabará. Não-lugares, São espaços sem identidade, que não causam nenhuma relação emocional ás pessoas. Espaços onde supõe-se que os indivíduos só interajam com textos tais como os das placas de sinalização AUGÉ pág 88 - sendo assim o espaço do viajante seria o arquétipo do não lugar.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Praça Sete - Detalhes







sábado, 6 de junho de 2009

Túnel



Grandes corredores também são Não-Lugares

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Epílogos



vídeo produzido pelo meu grupo uemguiano há uno atrás, ta mal acabado mas ta de boa!
cabe aqui no blog!

domingo, 24 de maio de 2009

os não-lugares


Mais um artigo sobre os não lugares...

Os não-lugares é um conceito proposto por Marc Augé, antropólogo francês, para designar um espaço de passagem incapaz de dar forma a qualquer tipo de identidade.

Para fundamentar este novo conceito, Marc Augé começa por discutir a capacidade da antropologia, tal como a conhecemos, em analisar e interpretar a sociedade actual.

Decide por isso construir a noção de sobremodernidade que se diferencia da pósmodernidade, na medida em que esta última é «concebida como a adição arbitrária de traços aleatórios» ao passo que a sobremodernidade releva de 3 figuras de excesso:
a) excesso de tempo por efeito da aceleração da história em que tudo se tornou acontecimento e que, por haver tantos acontecimento, já nada é acontecimento. Por isso, organizar o mundo a partir da categoria tempo deixou de fazer sentido.
b) Excesso de espaço por efeito da mobilidade de pessoas, bens, informações, imagens, o planeta se ter encolhido, e sentirmo-nos implicados em tudo, mesmo nos lugares mais remotos
c) Excesso de individualismo por efeito do enfraquecimento das referências colectivas, e porque as singularidades ( dos objectos, grupos) organizam cada vez mais a nossa relação com o mundo.


Auge define o lugar, enquanto espaço antropológico, como um espaço identitário, relacional e histórico.

O não-lugar será então um lugar que não é relacional, não é identitário e não histórico.

As auto-estradas, os aeroportos, as grande superfícies são exemplos de não-lugares.
Mas também «campos de refugiados, campos de trânsito, grandes espaços antes concebidos para a promoção do mundo operários e tornados insensivelmente o espaço residual onde se encontram os sem abrigo e sem emprego de origens diversas: por toda aparte espaços inqualificáveis, em termos de lugar, acolhem, em princípio provisoriamente, aqueles que as necessidades do emprego, do desemprego, da miséria, da guerra ou da intolerância constrangem à expatriação à urbanização do pobre ou ao encarceramento» ( Marc Auge, in Le Sens des Autres,1994, pgs 169


Os não-lugares são povoados de «viajantes» ou «passeantes» em trânsito. Viajam, solitários, nesses espaços de ninguém. São não-lugares livres de identidades.

No fundo, os não-lugares revelam uma nova forma de viver o mundo. Mas o retorno ao lugar pode ser o sonho dos que frequentam os não-lugares.

REtirado de  :Pimenta negra

sábado, 16 de maio de 2009

Explicando a frase: O não-lugar é o contrário da utopia: ele existe e não abriga nenhuma sociedade orgânica

O termo “não-lugar” se deriva da palavra “utopia”, usada pela primeira vez no século XVI pelo pensador político Thomas Morus1, unindo os elementos gregos óu (não) e tópus (lugar). Para Morus, a utopia (ou o não-lugar) significava a criação de uma ilha imaginária, fantasiosa, onde as relações sociais entre os seus habitantes eram perfeitas, além da tolerância religiosa e a abolição da propriedade privada. Assim, um lugar utópico, ou um não-lugar, nunca poderia existir já que ele representava uma irrealidade dentro da sociedade. Porém, para Augé (1994:102): “O não-lugar é o contrário da utopia: ele existe e não abriga nenhuma sociedade orgânica”.