quarta-feira, 12 de maio de 2010

o Ciberespaço é um lugar ou um não-lugar? Parte 2

A pergunta que se impõe é: o Ciberespaço é um lugar ou um não-lugar?

O Ciberespaço acontece nos programas no qual é possível navegar pela rede. O software. Esse software, grosso modo, se constitui a partir das instruções direcionadas à máquina e traduzidas para uma outra linguagem (código de máquina), para que as operações instruídas sejam executadas corretamente, a partir dos inputs dados pelos usuários dos programas. Um clique é um comando que aciona códigos, leituras e interpretações pré-programadas para que a ação correspondente aconteça.

Nessa perspectiva, o Ciberespaço é o ambiente, o espaço constituído com base em uma comunicação, em linguagens e diálogos homem-máquina, máquina-máquina. Vemos a tela, mas não visualizamos a quantidade de informações, de comandos, expressões e códigos que estão por trás das imagens icônicas que vemos nas telas.

Esse olhar traz uma mudança de perspectiva radical. Se antes o lugar era construído no espaço natural, e operava a apropriação do meio natural em símbolos, agora os símbolos vão ser as pelas a partir das quais o “espaço” vai se constituir, e onde vai acontecer a (Ciber) cultura. É a possibilidade de, pela linguagem, simular o ambiente, com todas as características de um ambiente, mas formado na arbitrariedade do símbolo e na sua abstração.

Fonte: Revista Espaço Acadêmico




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o Ciberespaço é um lugar ou um não-lugar? Parte 1

Achei um artigo bem interessante sobre não lugares e o ciberespaço, o texto busca oferecer uma contribuição para desmistificação de alguns conceitos em discussão na atualidade, utilizando-se de ferramentas analíticas da Sociologia e da Antropologia. Conceitua ciberespaço e cibercultura, contextualizando-os nas novas relações das quais são eles frutos, e se tornam produtores quando ocupam lugar no ambiente produzido pelo homem.

vou colocá-lo inteiro aqui no blog, cada postagem corresponderá a um tópico.

Abordagens Antropológicas e Sociais no (não) Lugar

Introdução

A discussão proposta nesse artigo se constitui em um desafio, haja vista as peculiaridades e a atualidade da problemática, para a qual os instrumentos teóricos atuais ainda não oferecem condições de uma análise completa.

Discutindo conceitos como lugar e não-lugar, virtual, ciberespaço e algumas situações da cibercultura, por meio de abordagens antropológicas e sociológicas, pretende-se levantar questões a respeito da influência dessas novas realidades na (re) configuração da cultura, as relações simbólicas implícitas.

1. O não-lugar enquanto espaço

Os conceitos, quando historicamente arraigados nos saberes legítimos, populares ou científicos das sociedades, são de morosa evolução. Assim se dá com o conceito de espaço. Se nos recordarmos das aulas de Geografia, facilmente perceberemos como a noção de espaço nos foi apresentada e incorporada ao nosso modo de pensar infantil, gerando conseqüências para toda a vida. Essa noção geográfica não considerava nem mesmo o tempo, como constituinte do espaço.

Dessa noção inicial surgiram algumas variantes, como o determinismo geográfico, que presumia que as culturas desenvolvem-se exclusivamente em função do espaço onde está inserida, sendo este determinante para os comportamentos, e influenciando até mesmo no desenvolvimento dos países. Exemplo disso e a idéia que vigorou durante um tempo relacionado à condição brasileira de desenvolvimento econômico, devia-se ao clima, quente, por ser este indutor de uma cultura do não-trabalho. Essas idéias, originárias de teses iluministas, consideravam o formato físico-geográfico fator determinante para as relações humanas (MORAES, 1997, p.39 e MOREIRA, 1994, p.32).

Há uma grande dificuldade de se dissociar o espaço, e conseqüentemente o lugar, de conceitos vezes associados ao meio natural. Tanto que, quando nos referimos a Meio Ambiente, evocam-se paisagens naturais, intocadas pelo homem, quando mesmo essas já foram alcançadas pela cultura, se não concreta e material, pela abstrata e imaterial. Sob esse prisma, podemos tranqüilamente afirmar que nosso meio ambiente alcança Marte, Júpiter, todo o sistema solar e algo mais.

A desespacialização natural do lugar favorece a idéia do virtual como não-lugar. Porém, ao analisar os conceitos relacionados à questão do ciberespaço, questiona-se até que ponto o espaço cibernético é um não-lugar onde acontecem as relações sociais mediadas pelos instrumentos da informática atual.





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domingo, 9 de maio de 2010

Eu amo BH radicalmente e provo!


Mais uma campanha do Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau – Casa do Turismo

Em 2006, o Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau - A Casa do Turismo lançou o Eu amo BH radicalmente, uma campanha de auto-estima, a fim de despertar o amor do belo-horizontino pela cidade, que rapidamente ganhou as ruas da cidade.

Desde o lançamento, a Casa do Turismo recebeu o retorno dos mais variados públicos: adolescentes, crianças, esportistas, adultos, mineiros que moram em outros estados ou em outros países, estudantes, associações de bairro, clubes esportivos. Já foram realizadas mais de 100 palestras em universidades de BH, todas com uma média de 300 pessoas presentes. Outro destaque foi o Axé Brasil 2006, um dos maiores festivais do gênero na América Latina, que teve como tema “Eu amo BH radicalmente”. Após o lançamento, houve propostas de empresas de comunicação, escolas, federação esportivas, produtores de eventos, sites, enfim, dos mais diversos públicos interessados em integrar a campanha. Isso significa que acertamos ao demonstrar aos moradores o quanto Belo Horizonte é rica e bela.

Foram produzidos materiais de divulgação, como a camiseta, boné, adesivos para carro e sacolinhas de lixo. A griffe “Eu amo BH radicalmente” já possui novos produtos, todos buscando demonstrar nosso amor por BH.

A iniciativa dessa campanha é do Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau – a Casa do Turismo, mas sua proposta foi envolver todos os belo-horizontinos em um movimento de valorização da capital mineira.





terça-feira, 26 de janeiro de 2010

saiu até no jornal da alterosa

Praça vira 'Praia da Estação'

Praça vira 'Praia da Estação' durante protesto

Manifestantes fizeram uma ação divertida em protesto contra a proibição de eventos artísticos no local

Bruna Saniele - Repórter - 23/01/2010 - 16:06

TONINHO ALMADAPraia da Estação

Barracas de praia, cangas, biquínis e calção compõem o cenário da Praça da Estação



Barracas de praia, cangas, biquínis e calção compõem o cenário da Praça da Estação


Belo Horizonte não tem mar, mas já não é possível dizer que não tem “praia”. Pelo segundo sábado consecutivo, a Praça da Estação é palco de uma divertida manifestação e se transforma em uma grande praia de concreto, com direito a biquínis, cerveja, esteiras, cangas, boias e até uma rodinha de samba e capoeira. A manifestação vem contestar o decreto municipal nº13,798 de dezembro de 2009, que proíbe a realização de eventos de qualquer natureza no local.

No início da tarde de ontem, cerca de 200 manifestantes, formados principalmente por artistas e estudantes universitários, invadiram a “Praia da Estação” para reivindicar o direito de usar livremente o local.

A manifestação, que surgiu a partir de um e-mail que ninguém diz saber a autoria que circulou nas últimas semanas, pretende contestar o decreto do prefeito Marcio Lacerda. “Ninguém sabe quem teve essa ideia, é uma manifestação sem líderes. Acho que podemos dizer que quem começou com tudo foi o Lacerda”, brinca um dos manifestantes, que não quis se identificar. “Eu acho superimportante esse tipo de mobilização e acho que o poder público tem como garantir a utilização desse espaço e mesmo assim garantir a preservação do patrimônio”, diz a advogada Nuria Bertachini, 30 anos.

Os manifestantes também estavam assinando um abaixo assinado, que dizia que ao impedir a realização de eventos e atividades culturais e de lazer na praça, o decreto contraria a Constituição da República. Segundo os manifestantes, caso a prefeitura não repense o decreto, a “Praia da Estação” deve continuar. “A gente não tem nenhum lugar para fazer show em uma área aberta como esta aqui em Belo Horizonte. Todo mundo que tem um mínimo de consciência vai abraçar essa ideia”, espera a estudante de Arquitetura da UFMG, Débora Dias, 23 anos. “O movimento está persistindo. A gente está aqui para ocupar, mostrar a nossa cara, e deixar claro que não concordamos com esse absurdo”, conta Jonnatha Horta, 29 anos.

De acordo com informações da assessoria de imprensa da PBH, não há nenhuma mudança prevista no decreto, que é uma forma de garantir a preservação do patrimônio. A assessoria não soube informar porque a fonte da praça não estava ligada ontem. Na última semana, de acordo com o secretário de Administração Regional Centro-Sul, Fernando Cabral, a fonte não foi ligada porque estava em manutenção. Ironicamente, a fonte funcionou normalmente durante a última semana e só foi desligada no sábado. para suprir a falta da água da fonte, os manifestantes prometem fazer uma vaquinha para pagar um caminhão pipa, como ocorreu no último sábado. A chegada do caminhão estava prevista para as 15 horas.

Apenas um incidente quase colocou em riso o caráter pacífico da manifestação. O artista Mauro Xavier, 50 anos, levou um barco de cerca de cinco metros para a praia de concreto, mas foi impedido de entrar na praça pela Guarda Municipal, que considerou que a presença de um barco no local contraria o Código de Posturas do município. Os manifestantes consideraram levar o barco para a “praia”, à força, mas desistiram da ideia para não acabar com o caráter pacifico da manifestação.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

De volta!


Seguidores do blog me perdoem!

O Blog estava inativo, não colocava muita fé nele, pra falar a verdade eu estava da saco cheio de não-lugares!

outro dia resolvi acessar o o blog, e me surpreendi com o número de acessos nos últimos seis meses!
...
então estou reativando!

Obrigada pelas visitas!

Praia na Praça da Estação

Há cinco anos, iniciou-se em regiões de da Grande Belo Horizonte um novo processo de higienização urbana, que tem como base elementar a reestruturação de espaços da cidade em consonância com as tendências contemporâneas de uso e desuso especulativo-mercantil das grandes cidades. Além do ostensivo investimento em mecanismos de monitoramento que se espalharam pelos arredores do centro urbano de BH (vide o chamado Projeto Olho-Vivo), tais empreendimentos tendem a sufocar, por vários meios, o encontro espontâneo de indivíduos nas ruas e o livre uso de espaços classificados como "públicos". Essas intervenções se definem por moldes dos velhos projetos de gentrificação, característicos de todas as modernas cidades erguidas sob os pressupostos unitários do capitalismo: limpeza de aspecto fundamentalmente classista, projetos infra-estruturais de custos estratosféricos, restauração de pontos turísticos e

Em 09 de dezembro de 2009, foi decretada pela administração da cidade, com assinatura direta do prefeito, a proibição de "eventos de qualquer natureza" na Praça da Estação (ou Praça Rui Barbosa), um patrimônio público que viveu os primeiros suspiros da cidade. A medida pode assinalar a retomada do que se iniciou em 2005/2006, como corrida "emergencial" para a conclusão de todas as obras necessárias para que BH possa dar suporte aos eventos da Copa do Mundo de 2014.

Chamamos a todos os interessados para esmiuçar o tema das "revitalizações" (um termo polido veiculado pelas instituições oficiais) e dos decretos de lei que instauram o deliberado loteamento dos espaços públicos enquanto curtem o sol e a cidade.


Fonte: CMI BRasil

Praia na Praça da Estação de Belo Horizonte contra o decreto do prefeito Marcio Lacerda

Venha curtir o sol de verão e se divertir na PRAIA NA PRAÇA DA ESTAÇÃO.

O DECRETO Nº 13.798 DE 09 DE DEZEMBRO DE 2009 do nosso dignissimo prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, proibe que aconteça qualquer tipo de evento na Praça da Estação. A pergunta permanece: a quem interessa que os espaços públicos sejam apenas pontos de passagem e consumo?

Se nos é negado o direito de permanecer em qualquer espaço público da cidade, ocuparemos esses espaços de maneira divertida, lúdica e aparentemente despretensiosa.

Traga sua roupa de banho (bermuda, calção, biquini, maiô, cueca), boias, cadeiras, toalhas de praia, guarda-sol, cangas, farofa e a vitrolinha...

Traga tambores e viola!
Traga comida para um banquete coletivo!
Onde? Praça da Estação - Hipercentro de Belo Horizonte
Quando? Sábado, 16/01/2010, 9:30
Quanto? De graça!

Vamos fazer com que a praça da estação torne um espaço não apenas de passagem (não-lugar) mas sim um espaço em que a convivência seja possível, que exista alguma troca de experiência!!